Enviado em

Fórmula 1 prepara retorno à África com Ruanda em 2030

A Fórmula 1 está a caminho de voltar a correr no continente africano, conforme apurou a RacingNews365 junto a múltiplas fontes próprias. Segundo informações obtidas com fontes bem posicionadas no paddock, Ruanda será o país escolhido para sediar um novo Grande Prêmio, com a corrida prevista para entrar no calendário a partir de 2030.

De acordo com as informações apuradas, um acordo já teria sido fechado entre as partes envolvidas, e um anúncio oficial pode ser feito ainda neste ano, possivelmente nas próximas semanas. A notícia chega em um momento de forte expansão global da categoria, que busca equilibrar tradição e novos mercados - um movimento que também se reflete no crescente interesse do público por entretenimento esportivo digital, incluindo plataformas como o jogo crash point, cada vez mais populares entre torcedores que acompanham o automobilismo e outras modalidades ao redor do mundo. jogo crash point

Kagame e a aposta de longo prazo em Ruanda

O presidente ruandês Paul Kagame tem investido de forma consistente nos últimos anos para garantir ao seu país um lugar no topo do automobilismo mundial. Por iniciativa sua, a capital Kigali sediou em 2024 as Assembleias Gerais da FIA e a cerimônia de premiação da entidade. Foi justamente nesse evento, após meses de especulação, que Kagame confirmou publicamente a intenção de Ruanda de disputar a candidatura para sediar uma etapa da Fórmula 1.

Como o país ainda não possuía, até então, um autódromo capaz de receber um evento desse porte, o anúncio foi recebido com certo ceticismo dentro do ambiente da F1. Ainda assim, o projeto seguiu avançando nos bastidores. Kagame esteve presente no GP do Azerbaijão de 2025 e manteve contato próximo tanto com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, quanto com o presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, reforçando o compromisso político por trás da candidatura.

Novo autódromo será construído perto de Kigali

Segundo apurou a RacingNews365, já estaria definido que Ruanda construirá um circuito permanente, com base em projetos que haviam vazado anteriormente. O complexo será erguido a cerca de 40 quilômetros de Kigali, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bugesera, a partir de desenhos assinados pela WurzDesign.

A empresa pertence a Alexander Wurz, ex-piloto de F1 e hoje projetista de circuitos, que atualmente trabalha em parceria com a Tilke Engineering no desenvolvimento do Qiddiya Speed Park, na Arábia Saudita. A escolha de um nome de peso no design de autódromos reforça a seriedade do projeto ruandês, ainda que a construção de um circuito do zero represente um desafio logístico e financeiro considerável para o país.

Um continente que espera havia mais de três décadas

O retorno da F1 à África é um tema debatido há anos dentro da categoria, que não corre no continente desde o GP da África do Sul de 1993, em Kyalami. Diversas tentativas já foram feitas para reverter esse cenário.

  • Na África do Sul, o próprio Kyalami e também a Cidade do Cabo buscaram viabilizar uma etapa no calendário;
  • Marrocos e Nigéria também já foram mencionados em rumores sobre possíveis candidaturas;
  • A demanda por vagas no calendário é alta globalmente, mas figuras influentes do esporte defendem há tempos que a África merece seu espaço de volta.

Entre os pilotos, o heptacampeão Lewis Hamilton tem sido um dos defensores mais ativos dessa causa, recebendo apoio recorrente tanto de Ben Sulayem quanto de Domenicali. Caso se confirme, a chegada de Ruanda ao calendário marcará o fim de um hiato histórico e abrirá um novo capítulo para a Fórmula 1 em solo africano.