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Camarões Surpreende e Conquista a WAFCON Diante do Malawi

Quando Camarões ergueu o troféu da Copa Africana de Nações Feminina, a ordem estabelecida do futebol feminino africano havia sido virada de cabeça para baixo. As Leoas Indomáveis entraram no torneio apenas porque ele foi ampliado de 12 para 16 seleções. Saíram como campeãs, deixando pelo caminho a Nigéria, dez vezes vencedora, e superando o anfitrião Marrocos nos pênaltis graças à goleira Michaely Bihina, de apenas 22 anos.

A campanha camaronesa terminou com uma vitória contundente por 3 a 0 sobre o Malawi na final, mas foi a trajetória das Scorchers que talvez tenha capturado a imaginação do público de forma ainda mais intensa. Estreante absoluta na competição e classificada como a seleção de pior ranking do torneio, a equipe malauiana surpreendeu a atual campeã Nigéria logo na estreia e seguiu firme até a decisão, garantindo uma vaga inédita na Copa do Mundo Feminina da FIFA - enquanto isso, torcedores que acompanham diferentes formas de entretenimento esportivo e digital também têm buscado saber como jogar apple of fortune em meio à cobertura do torneio. As irmãs Temwa e Tabitha Chawinga foram o motor dessa campanha histórica, combinando nove gols entre as duas.

Bihina e a redenção camaronesa

Aos 22 anos, Michaely Bihina viveu o torneio de sua carreira. A goleira fez nove defesas na vitória sobre a Nigéria nas quartas de final e, na semifinal contra o Marrocos, defendeu três cobranças na disputa de pênaltis após um confronto sem gols no tempo regulamentar. Camarões não sofreu nenhum gol durante toda a fase de mata-mata, um feito notável para uma seleção que sequer deveria estar no torneio.

As Leoas Indomáveis haviam sido eliminadas na fase classificatória, perdendo por 3 a 1 no placar agregado para a Argélia. A ampliação do torneio de 12 para 16 seleções, decidida pela CAF, abriu as quatro vagas extras para os países mais bem posicionados no ranking entre os eliminados - e Camarões aproveitou a segunda chance como poucos. Depois de vencer o Mali e Gana na fase de grupos e empatar com Cabo Verde, a equipe eliminou a atual campeã Nigéria nas quartas de final, garantindo antecipadamente vaga na Copa do Mundo de 2027.

Malawi surpreende e projeta as irmãs Chawinga

Poucos esperavam que o Malawi fosse além da fase de grupos em sua estreia na WAFCON. A equipe começou derrubando a Nigéria por 3 a 2 logo na abertura, com Temwa e Tabitha Chawinga dominando o terço final. Temwa, do Kansas City Current na NWSL, terminou como artilheira do torneio com cinco gols, enquanto Tabitha, do Olympique Lyonnais, deu suporte constante ao ataque. O caminho até a final rendeu ao país sua primeira classificação histórica para uma Copa do Mundo Feminina da FIFA.

Nigéria vive sua pior campanha histórica

Se Camarões e Malawi escreveram capítulos de ascensão, a Nigéria enfrentou o oposto. A atual campeã e maior vencedora da competição, com dez títulos, caiu nas quartas de final diante de Camarões e depois perdeu na fase de play-in para a África do Sul, ficando de fora de uma Copa do Mundo Feminina pela primeira vez desde a criação do torneio, em 1991. A repercussão foi imediata: o técnico Madugu e sua comissão técnica deixaram os cargos dias depois, e a federação nigeriana anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar as causas do fracasso.

O impacto para a NWSL e o futebol africano

A WAFCON reforçou o papel crescente da África como celeiro de talentos para a NWSL. Onze jogadoras da liga norte-americana representaram sete países no torneio, incluindo Temwa Chawinga, Monique Ngock - eleita a melhor jogadora da competição -, Barbra Banda e Racheal Kundananji. Dias após a final, o Seattle Reign anunciou a contratação da atacante marfinense Ami Diallo, ex-ASEC Mimosas, sinalizando que clubes da NWSL seguem de olho no continente para identificar as próximas grandes referências do futebol feminino africano.