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Alcaraz Tenta Salvar Temporada de Lesões no Masters de Paris

Carlos Alcaraz encara 2026 como um dos anos mais frustrantes de sua carreira. Uma lesão no punho tirou o espanhol de ação por cerca de quatro meses e meio, entre abril e setembro, custando-lhe presença em Roland Garros e em Wimbledon. O retorno veio no US Open, mas a falta de ritmo ficou evidente na derrota para um inspirado Ben Shelton nas quartas de final em Nova York.

Um ano de poucos títulos

Apesar do currículo reduzido, Alcaraz ainda conquistou três troféus na temporada: o Australian Open, o Qatar Open e o Japan Open. Números respeitáveis para a maioria dos tenistas, mas distantes do padrão que o espanhol estabeleceu nos últimos anos. O dado mais revelador, porém, está em outro lugar: nenhum título de Masters 1000 até aqui - ainda que ele tenha sido obrigado a desfalcar quatro edições da categoria por causa da lesão, incluindo Madri, Roma, Canadá e Cincinnati.

Retrospecto do ano nos Masters

  • Indian Wells: semifinal
  • Miami Open: terceira rodada
  • Monte Carlo Masters: final
  • Madrid Open: ausente
  • Italian Open: ausente
  • Canadian Open: ausente
  • Cincinnati Open: ausente
  • Shanghai Masters: terceira rodada
  • Paris Masters: a definir

O retorno à categoria Masters, em Xangai, terminou de forma abrupta, com derrota para Zizou Bergs ainda na terceira rodada - mais um sinal de que o espanhol segue em processo de recuperação de ritmo competitivo.

Paris Masters: a última chance de manter um feito histórico

Alcaraz chegou a 2026 mirando um objetivo específico: vencer um Masters 1000 pela quinta temporada consecutiva, algo que, desde a criação do formato em 1990, apenas dois jogadores conseguiram. Novak Djokovic alcançou duas sequências de seis anos ao longo da carreira, enquanto Rafael Nadal venceu ao menos um Masters por ano durante uma década inteira.

Com a temporada praticamente encerrada no quesito Masters, resta ao espanhol uma última oportunidade: o Paris Masters. O problema é que o torneio indoor francês nunca foi terreno fértil para Alcaraz. Em cinco participações, ele jamais passou das quartas de final, com duas eliminações na segunda rodada e outras duas na terceira. O aproveitamento de 50% de vitórias no evento é, estatisticamente, o pior de sua carreira entre os Masters, empatado apenas com o Canadian Open - torneio em que disputou apenas duas edições.

Sinner também observa a corrida pelo recorde

A motivação para reverter esse retrospecto em Paris, porém, é grande: igualar o feito de Djokovic e Nadal seria mais um capítulo relevante na trajetória do espanhol, mesmo em uma temporada marcada por contratempos físicos. Curiosamente, essa mesma marca também está no radar de Jannik Sinner, que atualmente mantém uma sequência de quatro anos consecutivos vencendo pelo menos um Masters e poderia alcançar o recorde já na temporada de 2027.